Desafio 100 temas: Respostas

A vida nos traz questões, que com o passar do tempo se não forem respondidas, acabam nos atormentando e nos paralisando. Sempre estamos na busca de respostas, na busca de entender aquilo que passamos e vivemos, mas nem sempre sabemos a resposta. Não entendemos porque passamos por momentos difíceis, porque aquilo está acontecendo conosco, mas eu creio, que para tudo tem um propósito. O que é mal pode se transformar em bem, tudo depende do jeito que você encara a situação. Obviamente, existem alguns problemas que não são normais, que você precisa da ajuda e da libertação de Deus. Nesses momentos, você age a sua fé, se torna mais maduro e forte.

Li um post no blog Rabiscos da Lu (riscoserabiscosdalu.blogspot.com.br) e cabe perfeitamente nesse tema:

A grande canção dos Copos

When I’m gone, when I’m gone
You’re gonna miss me when I’m gone’

….
‘Quando eu for embora, quando eu for embora
Você vai sentir minha falta quando eu me for’

Song: Cups

– Qual é o meu lugar no mundo?!
– Pra quê nasci?!

– Afinal, qual é meu propósito?

Encontrei essas perguntas jogadas e esquecidas em uma das minhas caixas de velharias.
Confesso: nunca encontrei resposta que as servissem. Nem mesmo uma que distraísse meus questionamentos e me fizesse dormir em paz.

Por isso, depois de muito tempo, as abandonei.

O abandono não foi feito num ato desrespeitoso, ou por falta de zelo, mas porque as perguntas me pesavam e eu precisava seguir.

Mas, ontem, num momento inesperado, a vida fez me fez pensar o assunto de um jeito diferente, num modo muito mais abrangente e desafiador. Penso até que essa seja a minha resposta.

Sim, eu disse ‘minha’! E, acredite, não estou sendo egoísta por dizer ter a posse da tal compreensão.
Quando digo ‘minha’ é porque sei que a vida pode entregar respostas diferentes sobre o mesmo tema para outras pessoas.

Sinceramente, eu adoro quando a vida nos trata assim: de modo íntimo e individual.

Bem, voltemos ao assunto!

Hoje, a resposta que me nasceu foi:

Não há respostas concretas e absolutas sobre o que fazer e para onde ir;
E não há nada de errado em não tê-las.
O único erro está na não busca dos caminhos e das respostas’.

Pensei muito a respeito e cheguei a conclusão que: a partir do momento em que abandonamos essa busca de como utilizar o que temos em favor do outro e pelo bem estar coletivo, abandonamos a própria vida. E é justamente nesse ato de egoísmo que a vida se esvai. Evapora. Nos deixa a mercê de nós mesmos e separados da sociedade.

É preciso buscar mais do que respostas para esse grande tema, é preciso buscar caminhos para se tornar alguém que faça falta, que seja lembrado pelos atos de amor e de bondade.

Olhar para o caos e perguntar-se: O que posso fazer para que isso seja restaurado?; exige muito mais responsabilidade e atitude do que perguntar-se por um destino que talvez nem exista.

Acredite, esperar um grande acontecimento para ser útil e abençoador é um grande erro. As oportunidades moram nas margens, nos cantos, nos locais escondidos que quase ninguém vê.

E mais! O ato de tornar-se alguém relevante – de trazer significado ao mundo – nada tem a ver com sua coleção de talentos, ou com quantas faculdades cursou; e, menos ainda!, com quanto dinheiro você tem. Sinceramente, você não tem desculpas!

A única coisa que importa é que esteja perto.
E que ame.
E que perdoe.
E que exponha o seu coração a amar novamente, quando for preciso.

Em suma: Só se questiona sobre seus propósitos quem está disposto em doar-se, a viver uma entrega tão profunda que seja capaz de transformar a nós mesmos, ao outro e o mundo.

Só assim marcaremos vidas; só assim cumpriremos o nosso propósito. Só assim poderemos fazer parte da grande canção dos ‘Copos’: todos juntos, no mesmo ritmo, com um mesmo coração; fazendo com que as conquistas não sejam apenas ‘suas’, mas ‘nossas’.

Se você viver assim, com certeza, quando você se for, sentiremos sua falta.

Prece: Deus, quando eu for, quero fazer falta. Amém.

Fonte: http://riscoserabiscosdalu.blogspot.com.br/2014/01/a-grande-cancao-dos-copos.html

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