O Mundo de Sofia

Olá gente, voltei!!!
Como eu havia prometido há um bom tempo, vou falar sobre o que eu achei sobre o livro O Mundo de Sofia. Eu gostei, não achei sensacional, mas gostei. Esse livro fala sobre uma menina chamada Sofia Amundsen, ela começa a receber bilhetes e cartões-postais bem estranhos, esses bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo. Os postais são enviados do Líbano, por um major desconhecido, para uma certa Hilde Moller Kang, garota a quem Sofia também não conhece. O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto partida da história, e de “lição” em “lição”, o autor percorre toda a história da filosofia ocidental.
É muito legal conhecer a história da filosofia, filósofos que você nunca ouviu falar e que são muito interessantes, eu por exemplo, me apaixonei pela filosofia de Kierkegaard. Mas em certos momentos, o livro começa a ficar cansativo, porque são capítulos grandes e é muita coisa para assimilar, às vezes até demora para ler um capítulo por causa de tantas informações que ele contém (como o capítulo que fala sobre Darwin).
Não colocaria esse livro na lista dos meus favoritos, mas eu gostei. Com certeza você aprenderá alguma coisa. Eu aprendi a ser mais reflexiva e a apreciar as coisas que me rodeiam, e não achar que tudo é normal.

Alguns trechos do livro:

“Espinosa não disse que apenas tudo que existe está na natureza. Ele também estabeleceu uma correlação entre Deus e a natureza. Ele via Deus em tudo que existe, e tudo que existe em Deus.” (Capítulo Espinosa, Deus não é um titereiro…)

“Eu digo que há algo do mistério divino em tudo que existe. Podemos testemunhar isso admirando um girassol ou uma papoula. Mais desse mistério insondável podemos ver numa borboleta pousada num galho – ou num peixinho dourado nadando num aquário. Mas chegamos mais perto de Deus através da alma que existe dentro de nós. Somente por meio dela é que podemos nos reunir ao grande mistério da vida. Sim, em momentos extraordinários podemos experimentar, no nosso íntimo, esse mistério divino.” (Capítulo Bjerkely, um antigo espelho mágico que sua bisavó comprara de uma cigana…)

O nome de um dos capítulos: Hegel, o que é mais sensato prevalecerá… (profundo!)

“Para Kierkegaard o cristianismo era ao mesmo tempo tão arrebatador e tão contrário À razão que só podia ser “ou isto ou aquilo”. Não era possível ser cristão “só um pouco” ou “até certo ponto”. Pois ou Jesus ressuscitou no terceiro dia ou não. E, se ele realmente voltou dos mortos, se realmente morreu por nossos pecados, isso é algo tão avassalador que deveria nortear toda a nossa vida. (…) Mas aí Kierkegaard descobriu que tanto a Igreja quanto a maioria dos seus contemporâneos tinham uma postura muito flexível sobre as questões religiosas. Para Kierkegaard mesmo, religião e razão eram como fogo e água. Não basta crer que o cristianismo é “verdadeiro”. A verdadeira fé cristã implica seguir os passos de Cristo.” (Kierkegaard, a Europa caminha para a bancarrota….)

“Pudesse eu objetivamente compreender a Deus, não iria crer, mas exatamente porque não posso é que preciso crer. E, se quiser me conservar nessa crença, devo constantemente tratar de me ater à incerteza objetiva, pois na incerteza objetiva estou sobre setenta mil braças d’água, e, no entanto, creio.” (Kierkegaard, a Europa caminha para a bancarrota….)

Espero que tenham gostado.

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