Memórias de um sargento de milícias

Eu amei esse livro. Sei que a maioria das pessoas leram esse livro, assim como eu, para a escola ou para o vestibular. Eu não sei se concordo com a leitura obrigatória que os vestibulares impõem mas todos os livros de vestibular que eu li até agora (estou terminando o segundo ano Ensino Médio) são muito bons, apesar de ninguém que eu conheço gostar.
No verso do meu livro que eu comprei está escrito assim (faz um tempo que eu li esse livro e não consigo lembrar de toda a história com precisão): A linguagem popular e a vida das camadas pobres e médias são as protagonistas deste romance que faz uma crônica de costumes bem-humorada do Brasil de dom João VI. A ironia e deboche com que Manuel Antônio de Almeida conta as trapalhadas de Leonardo, primeiro malandro da literatura nacional, situam a obra além das características do movimento literário do período em que foi escrita, o romantismo, fazendo deste Memórias de um sargento de milícias uma análise da sociedade brasileira que ecoa até os dias atuais.
Manuel Antônio de Almeida foi uma das primeiras pessoas que conheceram Machado de Assis, quando ele tinha 17 anos e foi ele que o apresentou a dois homens que o ajudaram a entrar para o jornalismo.
O mais legal do livro é você poder perceber os costumes daquela época e que muitas vezes, não são muitos diferentes dos de hoje e refletir sobre eles.

Alguns trechos do livro:

“Quando certas amizades são uma vez interrompidas, tendo mesmo sofrido um leve estremecimento, é difícil que voltem depois ao estado primitivo; com outras amizades acontece porém o inverso; os estremecimentos aproveitam, porque é fácil a volta da paz, e parece que depois disto se tornam mais estreitas.” (Capítulo XLIV – Descoberta)

“Dizem todos, e os poetas juram e tresjuram, que o verdadeiro amor é o primeiro; temos estudado a matéria, e acreditamos hoje que não há que fiar em poetas: chegamos por nossas investigações à conclusão de que o verdadeiro amor, ou são todos ou é um só, e neste caso não é o primeiro, é o último. o último é que é verdadeiro, porque é o único que não muda. As leitoras que não concordaram com esta doutrina convençam-me do contrário, se são disso capazes.” (Capítulo XLV- Empenhos)

“Não há nada que interrompida mais depressa se reate do que a familiaridade em que o coração é interessado.” (Capítulo XLVII – A morte é juiz)

Espero que gostem.

2 comentários sobre “Memórias de um sargento de milícias

  1. Sabe que quando eu tive que ler para o colégio eu não gostei dele?
    Acho que a maioria das coisas que a gente faz obrigado, acaba não gostando…
    Mas esses livros realmente precisam de uma segunda chance (:
    Beijos! *:

    • Mas infelizmente, somos obrigados, então eu penso que devemos olhar para o livro de uma forma diferente, tentar absorver algo de bom, porque sempre tem. E igual a minha professora diz, livros muitas vezes precisam ser lidos mais de uma vez. A primeira vez você está conhecendo o livro, na segunda, você absorve mais coisa, entende o que você antes não entendia.
      Beijos!🙂

Comentários

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