F. Scott Fitzgerald – O Último Magnata

Fui ao sebo para comprar um livro, e como não o encontrei, decidi pegar outro, porque eu simplesmente não consigo ir a um sebo sem comprar nada e quando eu vi esse livro, simplesmente amei a história e peguei. Só depois que eu fui descobri que ele foi um grande cronista e roteirista, e que o mais famoso de seus livros, o Grande Gatsby, foi adaptado para o cinema e sua estreia será dia 7 de junho no Brasil (sou meio atrasada nessas coisas).

Voltando ao Último Magnata, bem, eu adorei o livro, apesar de incompleto, ele morreu antes de completa-lo e no  tem um resumo dos futuros capítulos que teria a história junto com os seus manuscritos. Lógico que a história seria muito melhor se ele tivesse terminado, mas não deixa de ser um livro interessante, cativante, trágico (de um certo modo), realista e inspirador. Na parte de trás do livro (esqueci o nome) diz assim:

Monroe Stahr é um bem-sucedido e carismático produtor de Hollywood, magnata e workabolic. Vive em uma fogueira das vaidades, em meio a cinismo, hipocrisia, promiscuidade e pessoas dispostas a tudo para serem imortalizadas nas telas do cinema. Mas Stahr, este Grande Gatsby da indústria cinematográfica, não consegue superar a morte de sua esposa, Minna, uma famosa atriz. Até que uma visão o domina: a de uma desconhecida muito parecida com sua falecida mulher. A trágica história do amor do último magnata é contada por Cecilia, filha de um sócio de Stahr, que fora apaixonada por ele quando menina.

Este romance sobre o glamoroso e decadente universo do cinema americano foi o último projeto literário de Scott Fitzgerald (1896-1940), que trabalhara como roteirista em Hollywood durante a década de 30. Mas Fitzgerald morreu sem completá-lo, e seu amigo, o escritor e crítico Edmund Wilson (1895-1972), compilou e editou suas notas para o término do romance, publicado em 1941 e considerado, sob vários aspectos, o seu trabalho mais maduro.

O romance se passa na Hollywood dos anos 30, em que Monroe Stahr é um determinado, insensível e poderoso produtor que conduz o seu estúdio de uma forma opressiva e tirânica, pois, segundo ele, é obrigado a  lidar com diretores teimosos e atores instáveis e emotivos. Mas este poderoso homem é atormentado pela morte da esposa, Minna, uma grande atriz, e se vê envolvido com Kathleen Moore, uma jovem mulher que foi criada na Inglaterra e, como ele, é insensível e determinada. O caso de Monroe com Kathleen não será visto com bons olhos, principalmente, por Cecília, moça apaixonada por Stahr, que passa toda a história tentando se declarar para ele.

O mais legal e interessante do livro é que ele mostra como as pessoas em Hollywood realmente são , Stahr é um homem rico, que passou a vida trabalhando mas era super infeliz e sozinho. Espero que vocês leiam e curtam.

Vou deixar aqui um dos trechos que eu gosto do livro, esse trecho fala sobre Stahr (faz parte de seus manuscritos) :

“Nada havia de pedante ou superior em seus diálogos, aquilo que deixa os homens pouco à vontade na companhia de outros homens. De vez em quando saía com alguns diretores um tanto desregrados, e muitos deles bebiam para valer, embora isso não acontecesse com ele. Os diretores o aceitavam como um deles, numa atitude de acolhimento e companheirismo. Apesar da crescente austeridade que o excesso de trabalho imprimiu nele nos últimos anos, Stahr jamais tomou atitudes que denotassem pedantismo ou sensibilidade excessiva. Acredito que nele isso era verdadeiro, e não apenas uma pose. Nessa medida ele era napoleônico, gostava de um bom combate, o que me faz supor novamente que, quando menino, ele era menino, ele era um batalhador e continua sendo. Se após adquirir poder, ele recorria algumas vezes a subterfúgios para alcançar os fins que tinha em mente, isso era antes o resultado de sua posição do que de algo que fizesse parte de sua natureza. Julgo que, por temperamento, era muito franco, direto e desafiador.”

Outros trechos que eu gosto:

“A tragédia daqueles homens é que nada, em suas vidas, tinha ultrapassado as camadas da superficialidade.”

“Garota semelhante a um disco, sem nada do outro lado.”

Sobre Kathleen: “Aquela mulher tinha uma vida própria. Muito raramente ele se deparava com alguém cuja vida, de algum modo, não dependia dele e que tampouco esperava depender dele.”

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