O Cortiço

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Como eu havia prometido, vou falar sobre o livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo. Esse é um dos livros pedidos nos melhores vestibulares e é um romance naturalista que conta a história de João Romão e do Cortiço, ambas as histórias caminhas juntam, como se fosse um corpo com duas cabeças. João Romão é um cara invejoso e a ganancioso que sempre quis ser rico e fazia suas economias para isso, conheceu Bertoleza, uma escrava fugidia e se tornaram amigados, e ela ajudava ele a crescer. Não tenho a intenção de fazer um resumo sobre o livro, porque acho melhor vocês lerem, só quero que vocês sintam vontade de ler esse livro. Continuando, esse livro conta a história de várias pessoas, histórias que vão se desenrolando junto com a desenvolvimento do cortiço e a ascensão social de João Romão, que vai se tornando um homem cada vez mais rico, às custas de Bertoleza e do cortiço. Aluísio Azevedo procura analisar a sociedade do Rio de Janeiro no século XIX e o seu capitalismo primitivo. É um romance que procura corrigir os defeitos da sociedade, que vivia um período de profundas transformações políticas, econômicas e sociais (do regime monárquico para o republicano,; do trabalho escravo para a mão de obra assalariada). Ele mostra claramente a ganância, a inveja, o preconceito, a luxúria e o adultério que eram muito presentes na sociedade (e ainda é). Gostaria de ressaltar a luta que há no livro entre a razão e o instinto, que é bem interessante. Muitas vezes, o autor compara os personagens animais, porque na maioria das vezes o instinto prevaleceu, um instinto carnal, muito animal mesmo. Outra coisa bem importante para ser ressaltada é a história de Jerônimo e Rita Baiana. Jerônimo, “homem de uma honestidade a toda a prova e de uma primitiva simplicidade no seu modo de viver”, como diz o livro. Português casado e que tinha uma filha., mas se deixou envolver pelos encantos de uma mulata, que sintetizava a tropicalidade (“Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia.”). Ele largou todos os seus princípios e valores para conquistar essa mulher.

Quando eu comecei a ler este livro, achei ele um pouco chato, pensei “Que saco! Esse livro só fala de um tal cortiço onde o povo não sabe fazer nada além de fofocar, fazer filhos e adulterar!”. Mas, depois comecei a entendê-lo e realmente gostei do livro, porque é um retrato fiel da sociedade daquela época, o autor não se importa em escrever a verdade, mesmo que ela seja trágica e dura, não é uma história de amor comum, com um final feliz. O final é muito trágico, para mim. Mas na verdade, o final não é o final, porque a história continua…

A maioria das pessoas da minha sala não gostaram do livro, outras só leram as análises. Não faça isso, mesmo que o livro no começo seja chato e tenha muitas palavras que você não entenda, principalmente esses livros requeridos nos vestibulares, continue a leitura, tente entender a palavra pelo contexto e se não conseguir, use o dicionário. Esse livro é igual ao Memórias Póstumas de Brás Cubas você tem que entrar na história para entendê-lo e quando você entende, você percebe o quanto esses livros são fantásticos!

Como está escrito no prefácio do meu livro: “Por isso, aqui vai uma sugestão: entregue-se, literalmente, de corpo e alma à leitura; sinta o cheiro azedo do cortiço, delicie-se com o sabor forte do café, deite-se na relva e aqueça-se sob o calor do sol tropical, ouça o zum-zum-zum das lavadeiras, veja além das portas dos cubículos do cortiço e das janelas do sobrado.

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